NA ESTANTE

Nesta obra, Paulo Freire apresenta as relações da estrutura social e indica os caminhos para o entendimento da pedagogia, analisando os fatores que influenciam o aprendizado.

Paulo Freire

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO

Paz e Terra

Se o futebol é uma caixinha de surpresas, o mesmo pode ser dito da literatura. Afinal, quando o autor envolve seu leitor, é como se fizesse um passe bem feito, cruzasse o campo e finalizasse em gol, correndo para o abraço da torcida. E não poderia ser chamado de poesia pura o que jogadores como Garrincha faziam em campo, encantando multidões com magia e simplicidade? Para o escritor e torcedor Flávio Carneiro, essas duas paixões – a bola e as letras – têm mais em comum do que se imagina. Em uma série de crônicas, o autor relembra momentos de seu passado, como a época em que jogava futebol pela categoria juvenil em Goiás e sua frustração por um resfriado tê-lo impedido de realizar um de seus sonhos: conhecer Pelé. Flávio discorre também sobre sua indecisão entre seguir carreira como jogador ou ingressar na faculdade de letras, remonta a uma sessão de cinema digna de dia de decisão e resgata vários momentos em que o amor pelo esporte se mostrou tão insólito quanto um trama literária das boas. Passe de letra é composto por uma compilação de textos escritos para o jornal literário Rascunho. O estilo das crônicas une a objetividade do centroavante à profundidade do escritor e faz do gosto pelo futebol um atributo secundário para que o leitor se divirta com este livro leve e bem-humorado

Flávio Carneiro

PASSE DE LETRA

Rocco

Preste atenção no vermelho. A cor está nos detalhes: nos bilhetes, nos envelopes e no cenário dos crimes. Por onde quer que passe, o assassino deixa como assinatura um lastro vermelho de pistas. Mas, para a dupla de detetives André e Gordo, a cor é apenas um indício da complexa personalidade do serial killer do novo caso que assumiram. Juntos, eles mergulham no universo da literatura policial para destrinchar o funcionamento dessa mente homicida avessa aos best-sellers de autoajuda e entusiasta de Dashiell Hammett. Os autores do famoso grupo editorial Frieden estão morrendo e o modus operandi é sempre o mesmo: uma injeção de estricnina que leva as vítimas ironicamente a manterem o risus sardonicus como expressão para eternidade. Em cada cena de crime, o assassino deixa uma dica para a próxima vítima que será encontrada apenas na obra de Hammett e, de quebra, um exemplar de A irmãzinha, de Raymond Chandler. Perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro, guiados pela fome do Gordo e a sede de cerveja de André; esse duo de amantes de livros e aventuras vai correr contra o tempo para decodificar os sinais do assassino e salvar a vida dos autores do grupo Frieden. Para isso, vão contar com a ajuda de Heleno, um policial aposentado; da bela e despachada Ana, namorada de André; e do alfaiate Valdo Gomes, um amante da obra de Hammett que entra em cena para arrematar os fios desse mistério. A trilha vermelho-sangue os leva ao possível alvo final do assassino: Victor Winner, o sedutor e bem-sucedido sócio do Frieden, que esconde um segredo enterrado num passado nebuloso. E é ao desvendarem esse segredo, que André e Gordo vão descobrir que vermelho, na verdade, é a cor da vingança. Nessa história de enganos e disfarces, Flávio Carneiro presta sua homenagem singular ao gênero policial ao apontar um desfecho inusitado para um caso em que a paixão e a vingança são parceiras no crime.

Flávio Carneiro

UM ROMANCE PERIGOSO

Rocco

Ampliação de trabalho vencedor do Concurso Nacional de Ensaios sobre Joaquim Nabuco, promovido pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Nestlé em 1999, este livro é contribuição fundamental ao entendimento da obra do líder abolicionista

Ricardo Salles

JOAQUIM NABUCO - UM PENSADOR DO IMPÉRIO

TOPBOOKS

Nos termos propostos em Nostalgia Imperial, a história do Império é a história da formação da matriz de civilização escravista da Nação. Matriz que perdurou, e se renovou ainda por muito tempo, em novas bases, na sociedade brasileira, mesmo depois da Abolição. Daí a proposição central de que na raiz da nostalgia do Império, que ainda se percebe aqui e acolá, encontra-se, velada ou abertamente, uma nostalgia da escravidão.

Ricardo Salles

NOSTALGIA IMPERIAL

Ponteio

A elite do atraso se tornou um clássico contemporâneo da sociologia brasileira, um livro fundamental de Jessé Souza, o sociólogo que ousou colocar na berlinda as obras que eram consideradas essenciais para se entender o Brasil.

Jessé Souza

A ELITE DO ATRASO

Coletânea de artigos sobre mais de trinta expoentes da melhor tradição ocidental: Voltaire, Balzac, Stendhal, Flaubert, Dickens, Tolstoi, Borges, Montale, Homero, Ovídio...

Italo Calvino

POR QUE LER OS CLÁSSICOS

Um livro envolvendo matemática e que vem sendo consumido com rara avidez há gerações. A matemática recreativa apresentada no livro é, certamente, menos dolorosa que a fria e doutoral ensinada nos colégios. Malba Tahan (pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza) conseguiu realizar quase que um milagre, uma mágica: unir ciência e ficção e acertar. Seu talento e sua prodigiosa imaginação são capazes de criar personagens e situações de grande apelo popular, o que explica seu imenso sucesso. O homem que calculava é uma oportunidade para os aficionados dos algarismos e jogos matemáticos se deliciarem com os vários capítulos lúdicos da obra. Tahan narra a história de Bereniz Samir, um viajante com o dom intuitivo da matemática, manejando os números com a facilidade de um ilusionista. Problemas aparentemente sem solução tornam-se de uma transparente simplicidade quando expostos a ele. Gráficos facilitam ainda mais a leitura do livro. Uma pequena obra-prima da literatura infanto-juvenil.

Malba Tahan

O HOMEM QUE CALCULAVA

O passado remoto e o presente imediato se entrelaçam neste novo romance do escritor cubano Leonardo Padura. Em A transparência do tempo acompanhamos o já conhecido detetive Mario Conde em seu oitavo caso, o desaparecimento de uma estátua de uma virgem negra. Às vésperas de completar sessenta anos, cético em relação a seu país, Mario Conde assiste ao encolhimento da oferta de livros usados, cuja revenda vinha sendo seu ganha-pão dos últimos tempos. É então que um ex-colega de escola o procura e lhe oferece trabalho: recuperar a estátua de uma virgem negra que lhe fora roubada. Com o desenrolar das buscas, Conde vai percebendo que a peça é muito mais valiosa do que imaginava, tendo suas origens nos Pireneus catalães, de onde fora trazida por um jovem em fuga da guerra civil. Paralelamente, em capítulos intercalados, o autor retraça a história desse jovem e as lendas que envolvem a escultura, tendo como pano de fundo a zona rural da Catalunha, desde a Idade Média até os dias de hoje. Ao buscar a imagem da santa negra pelas ruas de Havana, Conde vaga entre dois polos de um mesmo país: o submundo dos cortiços, do tráfico de drogas e da vida precarizada e o rico ambiente dos colecionadores e galeristas envolvidos em contrabando e venda ilegal de obras de arte. Permeando esses dois mundos, o catolicismo e a santería, sincretizados, e o passar infindável do tempo.

Leonardo Padura

A TRANSPARÊNCIA DO TEMPO

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