Aristides Saldanha: Um personagem que marcou a história das lutas sociais no Brasil

Nota do Deixa Falar:


Regina Yolanda foi casada com Aristides Jobim Saldanha parlamentar eleito pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) além de uma figura humana admirável. O casal teve três filhos: Paula, Gaspar e Claudia.


Na matéria abaixo segue a nossa pequena homenagem ao grande Aristides.



Aristides Saldanha


Crônica de João Saldanha sobre o irmão, amigo e companheiro de PCB Aristides Saldanha


O nome de Aristides Saldanha não tem sido devidamente lembrado pelos historiadores em nosso país. Seu irmão João Saldanha, no dia do falecimento de Aristides, escreve esta bela crônica, direto de Salvador, onde cobria um jogo. Aristides nasceu em 1916. João em 1917. A última vez que Aristides Saldanha foi devidamente lembrado e homenageado ocorreu no Seminário Esporte e Cidadania, em 2002, no Rio de Janeiro. Alguns depoimentos emocionaram, como os de Oscar Niemeyer, Paulo Amaral e de sua viúva Regina Yolanda Werneck Saldanha.

Esta crônica lapidar de seu irmão João foi lida pelo padre na missa de sétimo dia de Aristides.


Cavacos do Ofício (coluna do JB em 08/07/1989)


(...) Lamento ter de informar que neste momento recebo um telefonema do Rio informando o falecimento de meu irmão, Aristides. Amigo e companheiro, deputado carioca que obrigou todos os seus pares a correrem para dentro da cabine do telefone e dos banheiros na última sessão do ano. Os patifes da casa propunham uma série de aumentos de transportes, luz, telefone e outros. Depois, como advogado, foi defender o Gregório Bezerra em Alagoas e na Paraíba. Foi preso, ensacado e jogado dentro de um rio. Um caminhoneiro que ali descansava o salvou. Foi uma história muito badalada na época. Mas sempre achava graça de tudo e dizia: cavacos do ofício. É isso aí, amigão: “cavacos do ofício”.

Os pais de Aristides e João, Gaspar Saldanha e Jeny Jobim Saldanha tiveram 5 filhos. Pela ordem cronológica, Maria, Aristides, João, Ione e Elza. A família Saldanha sempre esteve presente na luta pela democracia e na defesa da justiça social.



Criador e editor responsável deste blog, mestre em História Política pela UERJ, doutor em História Social pela USP. Como professor, pesquisador e autor prioriza a cultura popular. Gestor de políticas sociais, idealizou e coordenou o Recriança, projeto de democratização esportiva para crianças e jovens. Autor de “Vida que segue: João Saldanha e as copas de 1966 e 1970” e do artigo “Eric Hobsbawm e o futebol”, dentre outros. Dirigiu os documentários: “Quem não faz, leva: as máximas e expressões do futebol brasileiro” e “A mulher no esporte brasileiro”.

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