Gilberto Gil na ONU em 2003 encanta o mundo

Benedict Anderson conceituou originalmente a nação, qualquer nação como uma comunidade política imaginada. Acrescentamos que na configuração do imaginário da nação brasileira, o samba e o futebol ocupam lugar de destaque, atuando como componentes da autoestima da população nacional.

A década de 1920, no Brasil, assiste à consolidação do samba e do futebol, ocupando espaços até então restritos às classes dominantes.


Já tivemos oportunidade de trabalhar, afirmando que o futebol e o samba protagonizaram a segunda e a terceira semana de arte moderna. Três semanas de arte moderna na mesma década de 1920, principalmente na sociedade carioca.


A ocupação do plenário da ONU por Gilberto Gil em 2003, no primeiro mandato de Lula, tem um significado inovador. O então ministro da Cultura Gil, acompanhado na percussão pelo secretário-geral da ONU Kofi Annan faz saltar aos olhos as diferenças de dois brasis.


O Brasil de 2003, venturoso, democrático e libertário e o de hoje, amofinado, medíocre e protofascista.


Vejam só:



Gilberto Gil pela ótica do traço de Zuca Sardan

Criador e editor responsável deste blog, mestre em História Política pela UERJ, doutor em História Social pela USP. Como professor, pesquisador e autor prioriza a cultura popular. Gestor de políticas sociais, idealizou e coordenou o Recriança, projeto de democratização esportiva para crianças e jovens. Autor de “Vida que segue: João Saldanha e as Copas de 1966 e 1970” e do artigo “Eric Hobsbawm e o futebol”, dentre outros. Dirigiu os documentários: “Quem não faz, leva: as máximas e expressões do futebol brasileiro” e “A mulher no esporte brasileiro”.

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