O documentário Doutor Castor esconde a verdadeira face de um criminoso

por Raul Milliet Filho


Na próxima edição o Deixa Falar irá criticar com veemência o conteúdo do documentário Doutor Castor, dirigido por Marco Antônio Araújo.


Mauricio Stycer da Folha de São Paulo, por exemplo, diz que o documentário poderia ser excelente, mas escorregou nos detalhes.


Discordamos frontalmente, nada de detalhes. Escorregou no principal. Castor de Andrade foi precursor das milícias no Rio de Janeiro. Boni, Havelange, Michel Assef, Tino Marcos e outros simplificam e cometem graves erros em suas ações e falas.


É claro que são apresentadas entrevistas importantes com membros do Poder Judiciário e jornalistas que tratam o assunto com seriedade, como Juca Kfouri. Mas tudo fica diluído pela direção e roteiro do documentário.


Castor de Andrade e Ricardo Teixeira em cumprimento característico da máfia italiana.

Castor foi um assassino frio e impiedoso que utilizava o futebol e o samba como biombos para seus crimes.


O Deixa Falar repudia essa irresponsabilidade ditatorial que permeia este documentário.


E a TV Globo silencia, omitindo quem de fato bateu de frente com Castor.



Raul Milliet Filho é Historiador, criador e editor responsável deste blog, mestre em História Política pela UERJ, doutor em História Social pela USP. Como professor, pesquisador e autor prioriza a cultura popular. Gestor de políticas sociais, idealizou e coordenou o Recriança, projeto de democratização esportiva para crianças e jovens. Autor de “Vida que segue: João Saldanha e as copas de 1966 e 1970” e do artigo “Eric Hobsbawm e o futebol”, dentre outros. Dirigiu os documentários: “Quem não faz, leva: as máximas e expressões do futebol brasileiro” e “A mulher no esporte brasileiro”.


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